Para 2017

 

Caríssimos amigos.

O ano de 2016 foi, para a maioria absoluta das pessoas, difícil e desafiador.

Nas maiores dificuldades, encontramos também as melhores oportunidades, pois sabemos que no Universo, tudo acontece dentro de um equilíbrio. Logo, quando se está mergulhado na mais profunda das angústias, ali pode-se encontrar a mais luminosa das ideias, e com isto, buscar a mais ampla transformação para nossas vidas!

Mas, o que esperar para o ano vindouro?

Alguns dizem que 2017 será um ano ainda mais difícil, caótico, pois nossa sociedade está à beira de uma “guerra civil”.

Bem. Isto me faz lembrar que o Oriente Médio está em guerra há mais de duas décadas (alguém lembra da Operação Tempestade no Deserto?). Desde então, tem-se emendado uma guerra atrás da outra, somente naquela região e ao custo de vários trilhões de dólares, milhões de vidas perdidas e um legado horroroso para as próximas gerações daquele lugar, de modo que eu, Marcio, não consigo imaginar como aquelas crianças pensam em reconstruir todo o cenário daquilo que um dia foram os quintais onde brincavam.

Aqui no Brasil acontece algo que me parece uma tentativa de gerar conformismo, e não conscientização. Sabe aqueles textos acompanhados de imagens horrendas dizendo: “A guerra síria já matou mais de 250 mil pessoas.

No Brasil, morrem 250 mil pessoas, vítimas do trânsito e de crimes!”

Isto causa a impressão de que, com uma boa justificativa, podemos lavar nossas mãos sempre!

Aliás, nós latinos somos os mestres das justificativas, e das reclamações!

Temos um calhamaço de direitos, mas não temos o dever de nada! ” – Isto não é minha obrigação!” dizem alguns…

Este pensamento gera um estilo de vida, que consiste na ideia de que nossa sociedade existe para passar a mão na cabeça daquele que nada faz; que penaliza duramente aquele que faz tudo; e que idolatra aquele que serve-se da escravidão dos dois outros.

É o jeitinho brasileiro!

Acredite, isto não acontece somente lá fora, na sociedade, nas ruas. Acontece também dentro de nossas casas, e nós mesmos, somos capazes de alternar, de forma impressionante, esses três papéis!

Quando chegarmos em 2017, muitas coisas continuarão acontecendo. Tem sido assim quase sempre! Pouca coisa mudará. A maioria das pessoas conservarão suas convicções de sempre e, aliás, elas já estão pensando desde hoje – ou de sempre! – como farão para manterem-se no domínio de seus “mini reinos”, às custas da escravidão dos seus! E aqui eu falo da escravidão emocional, da co-dependência, do “tempero” dos relacionamentos, aqueles que sobrevivem de conflitos, sentimentos de culpa e desejo de cometer pequenas vinganças, de tornar a vida do outro verdadeiro inferno. Pessoas assim já acordam logo cedo perguntando-se: “A quem vou infernizar hoje?”

Este é o mundo dos normais! Pois se você não discute, não briga, então tem algo errado!
Não há dúvidas que todos desejam ser felizes! Mas poucos entendem que esta felicidade deverá emergir de nosso próprio interior!

Entender que ninguém tem a obrigação de satisfazer nossos anseios, de servir ao nossos caprichos, de fazer papel de escravo atendendo nossos pedidos mais esquisitos sempre que nos der na veneta, é algo para poucos. Para compreender isto, é bem simples: Sabe aquela pessoa que grita “fulano, me traz um copo d’água!”? E se fulano não leva, esta pessoa derruba a tromba e assim fica pelo resto do dia! Pois bem. A transformação começa por aí!

Se olharmos ao nosso redor, facilmente identificaremos pessoas que vivem de fazer pequenos pedidos. De tão pequenos e insignificantes que são, acabamos por fazer concessões o tempo inteiro. Quando, porém, nos damos conta, teremos nos tornado escravos.

Não é que você não possa fazer. Você pode, se quiser, mas se somar o número de favores realizados ao longo de um ano inteiro, verá que perdeu longas horas realizando tarefas para aqueles que poderiam, tranquilamente, fazer por si e para si próprio!

Quer uma sugestão? Ou melhor, algumas sugestões? Se sim, então vamos lá:

  • Cuide menos da vida dos outros;
  • Sirva menos aos propósitos alheios, exceto que isso traga um benefício coletivo;
  • Não viva dentro dos sonhos dos outros. Lembre-se que cada um de nós temos os nossos próprios sonhos e que realizá-los nos tornará pessoas felizes;
  • Fale menos da vida alheia, e só dê algum palpite se extremamente necessário. Lembre-se que ninguém gosta de gente fofoqueira, nem eles próprios se toleram;
  • Junte-se com pessoas que conseguem agir positivamente.

Para que você possa ter um ano produtivo, coloque em prática um plano de autotransformação qualquer, seja aprendendo uma coisa nova, trabalhando na desconstrução de um hábito negativo ou no aprimoramento de alguma virtude. Isto, por si só, fará com que aqueles “malas sem alça” se afastem de você. Se não acredita, pratique e comprove!

Não desista dos próprios sonhos e não permita que ninguém, ninguém ouse te desestimular! Sonhos são sagrados. E quando alguém invade este sagrado, tudo vira fumaça e desaparece! Portanto, guarde para si até que consiga realiza-lo!

Por último, não tente mudar tanto as pessoas. Elas só mudam quando quiserem, ou quando o desespero bater às suas portas! Portanto, vamos destituir o tirano que há dentro de nós, libertar o oprimido (cheio de sonhos), fortalecer o trabalhador e colocar um governante (nosso ser pensante) justo, ponderado, equilibrado, que deseje um futuro harmonioso e busque sempre o equilíbrio entre as forças, jamais o conflito e a desunião! Assim sendo:

Mude a si próprio e o mundo se transformará!

Feliz 2017!

 

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