O grande sentido de se honrar pai e mãe

Fonte: Arqueologia Familiar – Marcio GODINHO – 2015

 

A referência mais comum sobre honrar nossos pais, advém do decálogo bíblico. Nos dez mandamentos, encontramos algo de sentido bastante profundo. É que os quatro primeiros mandamentos fazem referência à Deus, e os seis restantes, aos homens. Aquele mandamento que fala sobre honrar pai e mãe é justamente o quarto, ou seja, a transição do divino para o humano. Aliás, esta é a função primordial dos pais: fazer o divino (espírito) se tornar humano através do milagre da vida!

Eis o quarto mandamento: “Honra teu pai e tua mãe (e os outros legítimos superiores) para que se prolonguem teus dias na terra…”

Ao mencionar sobre os legítimos superiores, o mandamento está se referindo, sob um aspecto geral, aos antepassados, e esta observação, ao longo dos trabalhos de Arqueologia Familiar, tem se mostrado verdadeira.

De fato, poucas são as leis sistêmicas com tanto peso quanto aquela que diz respeito aos pais. Eles ocupam uma função primordial no sistema familiar, justamente porque consistem na “máquina de milagres”; são eles que promovem a geração da vida, trazem ao mundo novos seres viventes e, para aqueles que aceitam a espiritualidade, os pais consistem na porta de entrada para o mundo físico, o grande campo dos ditames evolutivos, que permite ao espírito galgar sua ascensão diante da escalada evolutiva.

Ao nascer, trazemos conosco uma dívida para com nossos pais, justamente porque eles nos deram o bem mais precioso que possuímos, algo de valor incomensurável: a vida! E pagamos esta conta ao lhes darmos netos, ou seja, quando repetimos o mesmo milagre antes produzido por eles. E assim por diante.

Também há um ditado que diz: Os pais aprendem a ser verdadeiros pais quando se tornam avós; E os filhos aprendem a ser verdadeiros filhos quando se tornam pais. Esta é a etapa onde compreendemos o verdadeiro sentido do amor e a importância da família.

Mas e aqueles que não tiveram filhos? E os pais adotivos? Bem, estes merecem um post exclusivo, já que também ocupam um espaço importante no sistema familiar. Então, pertinentemente falaremos sobre essa questão.

Toda a energia de uma vida repleta de prosperidade é repassada de pai para filho e percorre várias gerações. Os pais e antepassados diretos correspondem ao tronco e a raiz de nossa árvore da vida. E como é a raiz que extrai da terra todos os nutrientes que, conduzidos através do tronco e galhos, permitem a floração, a multiplicação da vida. Logo, é aos nossos antigos a quem devemos recorrer para a solução dos conflitos e dificuldades da vida.

Sabendo que somos a continuação da existência deles, daquilo que eles deixaram para as gerações vindouras, podemos – e devemos recorrer a eles. Quando encontramos a solução e prosperamos, eles também prosperam. Neste momento é onde os mundos dos vivos e dos mortos entram em equilíbrio formando um campo propício para a manifestação mais legítima da felicidade.

Na Arqueologia Familiar é comum buscarmos soluções sistêmicas na esfera dos pais, já que frequentemente necessitamos de suas bênçãos e permissões para que sigamos nosso caminho. São eles que autorizam nossa caminhada no mundo, quando partimos do seio da família rumo à construção de nossas próprias vidas. E deles devemos partir sem culpa, de alma leve e coração tranquilo, fazendo o melhor que pudermos fazer em prol de nosso crescimento moral. Em suma, devemos, em nome do amor por nossos pais, fazer algo de bom para nossas vidas: Esta é a melhor forma de honrá-los, e o grande segredo para prosperarmos!

 

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