O aborto e suas consequências sistêmicas

Fonte: Arqueologia Familiar

 

fetoO tema aborto tem sido algo recorrente nos trabalhos de Arqueologia Familiar, e neste caso, procuramos buscar esclarecimentos que, por outro caminho tornaria sua compreensão um pouco mais difícil.

Primeiramente, é preciso esclarecer que todas as famílias possuem histórico de aborto. Em muitos casos o número é impressionante, especialmente duas ou três gerações atrás. A maioria das mulheres não é capaz de mensurar a quantidade de abortos, especialmente quando acontece no início da gravidez. Já, em outros casos, a dor em tocar no assunto é algo tão grande que provoca esquecimento: Para não sofrer, ninguém toca no assunto! Há também uma outra parte que não têm consciência sobre como um “simples” aborto pode causar certas consequências numa família inteira.

Embora os contextos vida após morte ou pré existencial sejam frequentemente levadas para o campo da religiosidade, crença e misticismo, há relatos de Regressão de Memória onde a pessoa regredida relembra e descobre fatos que ocorreram alguns anos antes de seu nascimento, mostrando que ela, de alguma forma, estava ali no seio daquela que seria sua família. Ou seja, estava ali em espírito e já fazia parte do campo sistêmico de sua família e, portanto, da Alma Familiar! Por isto, consideramos a Regressão de Memória prática complementar aos trabalhos de Arqueologia Familiar.

Vejamos alguns pontos que se tornaram evidentes durante os trabalhos de Arqueologia Familiar:

O aborto, provocado ou espontâneo, parecem ter o mesmo peso quando o contexto é sistêmico e, seja provocado ou não, ele trará algumas consequências ao seio familiar.

teste-de-gravidezHá trabalhos de Arqueologia Familiar onde, numa conversa preliminar e reservada, costumamos perguntar sobre aborto, e em muitos casos recebemos relatos de que a mulher praticou aborto – ou que este aconteceu espontaneamente, de um, dois ou três filhos. Em alguns casos, até mais… As razões são as mais diversas, mas especialmente porque ocorrera uma gravidez indesejada, porque o namorado ou pais exigiram, medo de passar vergonha ou por não conseguir suportar a pressão familiar e da sociedade… Enfim, há razões de sobra e, independente destas, a reação sistêmica pesa sobre o grupo inteiro. Também é importante lembrar que segredos não existem para a Alma Familiar!

Na prática dos trabalhos, percebemos que os filhos que não nasceram, vinculam-se aos que nasceram tornando estes últimos mais ansiosos, depressivos e agindo de forma por vezes difícil de ser compreendida – como se tivessem várias personalidades ao mesmo tempo, agindo em conflito com sua consciência. Em casos mais graves pode ocorrer o abuso de drogas, bebidas alcoólicas, etc., não sendo necessário que tenham qualquer noção sobre o destino daqueles que não nasceram: O sentimento que lhes verte, tem origem na Alma Familiar, que tudo sabe sobre o histórico da família – mesmo aquelas informações de períodos mais longínquos!

irmaos-1Mas em todos os casos, percebemos que aqueles que nasceram, sentem-se culpados em relação aos que não nasceram. É como se o simples fato de estarem aqui lhes atribuísse uma dívida com a qual terão de conviver pelo resto de suas vidas. Sim! Um irmão que não nascera, será irmão para sempre!
Há também o outro lado, daqueles que ficaram, que não nasceram. Estes permanecem num pesar ininterrupto, numa tristeza sem fim e vivem o ressentimento de terem sido esquecidos… e por um vínculo de amor ainda desconhecido por nós, os nascidos desejam expiar o desditoso fim de seus irmãos abortados, unem-se à eles numa condição solidária e protestam contra os pais o seu não nascimento.

Um aborto, provocado ou não, fere a Alma Familiar.

A Alma Familiar consiste numa espécie de alma de grupo. Ela mantém um princípio que organiza nossas famílias sob todos os aspectos. Quando, por alguma razão, ferimos a Alma Familiar, ela inicia todo um processo de reparação, e este movimento acaba trazendo consequências diversas. No caso do aborto, muitas vezes a Alma Familiar sinaliza com um sentimento de vazio existencial, uma depressão insistente, parece que falta um pedaço, sendo bastante comum haver uma tristeza generalizada, tomando boa parte dos membros familiares e induzindo alguns à própria extinção através dos vícios.

pela_paz_dos_anjinhosO Japão é, talvez, o país que mais compreende os efeitos sistêmicos provocados pelo aborto haja vista que, devido a questões territoriais, crises de guerras entre outros elementos, não havendo métodos contraceptivos há algumas décadas, a prática do aborto era livre e consentida. Isto resultou uma média bastante alta de abortos por casal, algo na casa de 20 abortos mais ou menos. Contudo, sua metodologia religiosa, baseada no animismo (em que tudo possui vida) revelou que muitos incidentes familiares, comportamentos autodestrutivos e conflitos sociais tinham sua origem na prática indiscriminada do aborto. O livro Pela Paz dos Anjinhos, publicado pela Seicho-No-Ie, mostra de forma bastante emocionante e realista a tomada de consciência que todos devemos ter em relação àqueles cujo aborto os impediu de nascer.

E as soluções?

É necessário que sejam lembrados e cultuados em nossas memórias. Precisamos dizer a eles que sua lembrança nos trazia dor, ou que não tínhamos consciência sobre a importância deles em nossas vidas. Dar-lhes um nome não é tão necessário. Mas é necessário contabiliza-los junto ao grupo (exemplo, eu tive cinco filhos, mas dois não chegaram a nascer!), emanar-lhes amor da mesma forma que aos filhos que nasceram e dizer: “Apesar do destino que vocês tiveram, seguiremos aqui com alegria por saber que vocês fizeram, fazem e farão parte de nossas vidas para sempre, ainda que sua presença tenha sido breve ou que tenha passado despercebida.”

Mesmo detentores de toda a consciência sobre estes fatos, necessitamos tocar nossas vidas buscando corrigir constantemente nossos rumos! Sempre!

 

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