Formação universitária versus Missão de Vida

 

Quem acha que receber um diploma universitário garante boa vida, engana-se redondamente!

As Universidades disponibilizam a seu aluno toda uma grade de assuntos relacionados ao curso que escolheu fazer. Se ele apenas cumprir com seus deveres, ao sair da faculdade, terá feito um curso de maneira mediana. E o que a maioria das pessoas com curso superior consegue fazer é isto, nada mais!

Ao concluir sua graduação, o agora profissional toma um choque de realidade. Isto porque o papel da faculdade é garantir o máximo possível de conhecimentos sobre determinada área do saber, porém ela não o ensina como utilizar aqueles conhecimentos de modo a obter sucesso na vida. Provavelmente esta seja uma das razões pelas quais milhares de indivíduos graduados, viram ano após ano sem encontrar uma posição no mercado que lhes dê a segurança financeira que, nos tempos de faculdade, tanto desejavam ter! Provavelmente também é por isso que muitos profissionais acabam indo trabalhar em áreas diferentes daquelas em que se formaram.

Muitas das profissões liberais possuem uma carga horária desumana! Logo, quem acredita que “doutor” não trabalha, precisa urgentemente rever seus conceitos.

Todas as profissões têm aspectos bons e outros ruins, vamos dizer assim. O que torna uma profissão atraente não é o fato dela ser bem remunerada ou proporcionar status, mas sim a paixão que as pessoas sentem por aquilo que fazem! Infelizmente, isto é algo que a maioria descobre um bom tempo depois, ao perceber que escolheram as profissões erradas, que lhes trouxeram tudo menos satisfação!

Certa vez conheci um marceneiro que chamarei de Pedro. Eu havia ido visitar uma dessas feiras exposições e acabei ficando deslumbrado com o talento daquele profissional. Então perguntei-lhe de onde ele tirava inspiração para construir aqueles móveis tão lindos. Sua resposta me desconcertou!

— Eles já estão lá dentro da madeira. Sempre estiveram! Eu só fiz tirá-los de lá!

Essa postura não era inédita. Muitos dos grandes escultores agiam da mesma forma: Suas esculturas já estavam ali dentro de um bloco de mármore. Então eles as retiravam!

Perguntei onde e quando ele havia descoberto aquele talento. Então fiquei ainda mais desconcertado!

— No curso de medicina! – Respondeu-me.

Então me contou que seu pai era hábil artesão. Possuía uma empresa na pequena cidade onde morava e, a partir de um pequeno negócio, conseguiu tornar-se uma bem-sucedida empresa. Consequentemente, os filhos puderam ter melhores oportunidades em relação ao estudo.

— Meu pai não teve estudo. Era de uma família muito pobre. Porém, através de suas habilidades como marceneiro, ajudou toda a família e garantiu que nós, seus filhos, pudéssemos estudar. Somos quatro irmãos. Uma juíza, um dentista, um advogado e eu, médico e marceneiro.

— Você ainda exerce a medicina? – Perguntei.

— Não! Apesar de ter tido um bom aproveitamento na faculdade, não era o que queria para minha vida!

— E por qual razão fez?

— Meu pai tinha o sonho de ter um médico na família. Eu sou o filho mais velho. Então, desde que nasci, ele falava para todos que veria o filho se tornar médico. – Respondeu-me.

Diante daquela resposta, quis saber toda a história!

Pedro então me contou que, desde menino, acompanhava o pai em todos os lugares por onde podia. Seu amor pelas madeiras remonta uma data que ele mesmo é incapaz de dizer. Talvez nascesse com isto! Tanto que era capaz de descrever sobre como o cheiro da madeira lhe era muitíssimo agradável! Já adolescente, aprendeu o ofício da marcenaria básica, mas logo abandonou para então realizar o sonho do pai, de se tornar médico.

Anos mais tarde, quando conseguiu o diploma de médico, arrancando orgulho de toda a família, mas especialmente de seu pai, foi quando então o chamou para uma conversa.

— Querido papai. Eu lhe sou grato por ter feito tantos esforços para que teus filhos se encaminhassem na vida. Teu trabalho garantiu um bom caminho para todos. Sei que era teu sonho ter um filho médico, mas se me permite dizer, este não era o meu sonho! Não fique triste, nem pense que estou sendo ingrato. Minha verdadeira paixão está no mesmo ofício com o qual o senhor ganhou a vida e encontrou a prosperidade! Portanto, peço-lhe que me autorize a ser marceneiro. O que posso te prometer é que serei tão bom quanto o senhor sempre foi! E terá orgulho de teu filho marceneiro da mesma forma que teria do filho médico!

Aquele pai caiu em lágrimas! Havia sonhado no lugar de seu filho. E seu filho havia realizado aquele sonho. Mas agora era preciso ir. Ele precisava conquistar seus próprios sonhos. Ele precisava seguir sua Missão de Vida!

Pedro fundou sua empresa, desenvolveu um estilo próprio, criou vários projetos e se tornou empresário bem-sucedido!

 

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